Se há um mundo que gira afora teu umbigo
por que te alimentas de tanto egoísmo?
Em tua mesquinhez mora a hipocrisia
que cega te guia pra beira do abismo.
Espelhas tua pompa numa alma vazia
e com orgulho aquece a tua vida fria;
veste-te de cuidado para o teu destino
pois ele costuma a usar sempre a ironia.
Talvez conhecerás a fustigante agonia
e verás o teu sol quadrado todo dia;
sozinho penarás num mundo pequenino.
Nem com palha e milho entraste nos
trilhos;
jaz tua fosca estrela iludida ao brilho
e a acerba solidão se faz tua companhia.

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