Silêncio e escuridão,
ausência de sons e luz,
esquecimento de tudo,
nem sombras, nenhum sussurro,
nem mesmo o ar se balança.
Nem verde de esperança,
somente um surdo murmúrio,
só o vazio absurdo
que no meu peito congela.
O oculto é o que me seduz,
transforma a terra em prisão
e a vida em uma só parcela
pra que se perceba o vão.
Sem orgulho e sem ambição,
resignado com a cruz,
opto por ser recluso
sem cometer um perjúrio.
Rejeito a qualquer herança,
salvação é discrepância,
de mim não há pretensão.
O mundo aqui é do cão,
antro, covil de mazelas,
não há caminho pra luz,
morrer não tem uma razão,
talvez seja só sequelas,
prisão ou libertação.

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