domingo, 23 de abril de 2017

Minha poesia

A minha poesia não é preleção,
é provocação...
É pra se entender do jeito que quiser,
como convier...
É pra atingir quem sente o que escrevi
ou, então, pra ninguém
e até pra, também, ignorar ou pra não se entender...

É pra compreender
que a minha poesia não quer só ser minha,
que a minha poesia não quer ser Poesia,
mas, sim, tem seu fim.
A minha poesia é só uma transcrição
daquilo que grita lá em meus porões,
dos meus calabouços e recônditos confins...

E por ser assim,
a minha poesia, quiçá, quer ser lida,
atingir afins e ser digerida;
A minha poesia antes de exposição,
quer penetração.


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