Pelo espelho posso ver meu subjetivo;
sensitivo percebo o Eu objeto;
decerto, amiúde, eu esteja sempre perto,
excreto lixo, alivio o fardo excessivo.
Me fixo, como objeto, não prospero,
absolvo-me, desfaço do meu crucifixo;
exploro e desbravo todos os abismos;
sem qualquer medo ou disfarce, esmero.
Contudo permaneço falho e imperfeito;
o Eu objeto torna-se mais estreito;
além do espelho agora me enxergo.
Melhoro em tudo, retiro proveito;
agora meu Eu é um retiro perfeito;
morando em mim é que agora sossego.

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