domingo, 23 de abril de 2017

Calvário


 
Quanto tive pra fazer e nada fiz?
Tanto quis te amar e não te amei.
Por momentos só te fiz infeliz...
Pelo sim e pelo não te magoei.

Por ter que te esquecer me feri,
porém nunca esqueci o que, a mim, causei;
desprezei teu amor e me arrependi;
cortes que nunca mais cicatrizei.

Perdido sem saber por onde ir...
Sangrando sigo uma trilha de dor
com um passado acordado a se bulir.

Desleixado e entregue ao torpor
carregando a cruz que construí
vivo e sofro o calvário do amor.

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