Que se apague da minha mente
tudo o que já foi passado,
tudo que foi consumado,
não me cabe a solidão.
Enxergo no sol que sempre nasce,
tocha viva incandescente,
pra manter a vida quente
hei de cumprir minha missão.
Hei de ser forte desde o nascente
até que chegue o poente,
preciso seguir em frente,
meu destino é a assunção.
Morro, em alma, para os insolentes
mas renasço experiente,
cresço consequentemente,
aceito a abnegação.
Torno minha vida mais luzente,
as dores não permanentes
sempre que eu me alimente
de paz, de luz, de perdão.

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