Guardaremos
na memória o que um dia foi afeto,
todos
abraços e beijos que não foram consumados,
as
respostas das perguntas que ficaram enguiçadas,
toda
lenha não queimada e entregue ao desperdício.
Suspensas
estarão razões (nossos tetos são de vidro).
Nossas
sentenças virão do que ditarem as verdades;
Ainda
com fogo na alma e com o coração inciso
engoliremos
as mágoas camufladas de sorrisos...
Abandonado
o barco e imersos nas mesmas águas,
o
que era céu se apagou e o azul se fez escuridão;
ventos
vindos em torvelinho destroçaram nossos rastros,
mas
sóis ainda brilharão e dias virão em claridade...
É
do tempo o ofício da abertura de caminhos,
de
trazer à vida o alinho, de novas ocupações;
da
remoção dos resquícios pra prescrição das saudades.

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