domingo, 23 de abril de 2017

Quando no teu cio


 
Me acolhes em tua concha quando no teu cio;
Me levas à tua cama e em mim te emaranhas;
Me guias ao prazer cárneo das tuas entranhas;
Com astúcia tu abusas de lascivo poderio.

Feliz em ser partícipe das tuas façanhas;
Com manha me assanhas, me causas arrepios;
Me acolhes em tua concha quando no teu cio;
Me levas à tua cama e em mim te emaranhas.

Voluptuoso me entrego às tuas artimanhas
num brinde que é um beijo profundo e febril,
numa troca em que só o prazer é que ganha.

E quando em mim é noite e ameaça o frio
o abraço da má solidão não me alcança...
Me acolhes em tua concha quando no teu cio.


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