Me
acolhes em tua concha quando no teu cio;
Me
levas à tua cama e em mim te emaranhas;
Me
guias ao prazer cárneo das tuas entranhas;
Com
astúcia tu abusas de lascivo poderio.
Feliz
em ser partícipe das tuas façanhas;
Com
manha me assanhas, me causas arrepios;
Me
acolhes em tua concha quando no teu cio;
Me
levas à tua cama e em mim te emaranhas.
Voluptuoso
me entrego às tuas artimanhas
num
brinde que é um beijo profundo e febril,
numa troca
em que só o prazer é que ganha.
E
quando em mim é noite e ameaça o frio
o
abraço da má solidão não me alcança...
Me
acolhes em tua concha quando no teu cio.

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