Calejado da tua ausência eu conheci o
desamor;
desprezei-te por sentença, hoje já não
sinto dor;
deixei de ser sonhador, me ensinaste a
descrença;
pela tua malquerença se acabou o meu
amor...
Senti em mim a impotência por não poder
reverter...
dei-te toda a liberdade pro que tu
quiseste ter;
não quis te desmerecer, seguiste um
fatal destino;
encontraste o desatino para poderes
aprender.
Fizeste-me entender a vida na sua
essência,
a só usar a persistência com aquele que
merecer
e que devemos viver segundo a
conveniência.
O escuro que agora vives, fruto da tua
inconsequência,
da tua malevolência, do não querer por
querer...
hoje em mim podes ver que só restou a
indiferença.

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