
Grita um silêncio em meu grão deserto,
faz-me arder áridos sentimentos,
passo, deveras, longos maus momentos;
o sofrimento faz meu mundo inquieto.
O meu tormento passa-se em secreto,
expilo prantos coração adentro,
navalho cortes sanguinolentos,
retalho a alma em perverso decreto.
A fundo peno com meus desatinos,
sinto o profundo gosto do veneno,
pereço aos poucos a cada segundo.
Decerto seja o maldito mundo
impondo a vida pelo que devemos
ou nos expondo à sorte do destino.
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