domingo, 23 de abril de 2017

Ainda menino (A Carlos Marcos Faustino)

Ainda sou aquele menino que rega de sonhos a esperança;
que estampa o sorriso aberto no rosto, cheio de inocência;
que crê que as pessoas se tornam do bem e grandes de verdade;
que aposta na vida em iguais condições pra toda humanidade.

Sou aquele que vê bem de perto o presente e persegue o futuro;
que traz em seu olhar pequenino e sereno os sentimentos puros;
que busca na vida a vitória de tornar seus sonhos em realidade;
que chora, que sorri e canta às tantas histórias com felicidade.

Também sou o mesmo menino que ainda tem medo do escuro;
carente de colo, carinho e de abraço para que se sinta seguro;
mas, claro, curioso em saber o que existe por detrás do muro.

Sou aquele menino, sem medo, que brinca na roda gigante da vida;
vê que o mundo gira e que nele temos as subidas e as descidas;
que embaixo ou em cima há bonança ou talvez as adversidades;
que essa roda é viva e é o que nos ensina a viver com humildade.

Sou ainda o mesmo menino travesso que cresceu por descuido;
que ainda vê o mundo do adulto, confuso aos tantos absurdos;
que traz a possança em ser sempre criança sem o peso da idade.


Um comentário:

  1. Obrigado meu amigo. Muito me honra uma homenagem de um poeta maravilhoso que tu és
    Abraços!

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